domingo, 17 de fevereiro de 2013

DmC: Devil May Cry - Análise

Nota escolhida pelo autor da Análise: 9,2

Pontos Positivos

• Excelente trilha sonora.
• Belos gráficos.
• Cenários variados.
• Ambientação magnífica.
• Bosses memoráveis.
• Sistema de combates viciante.
• Grande arsenal garante a variação nos combates.

• Supera drasticamente as expectativas.
• Grande variação de inimigos.
• Coletáveis criativos.
• Dificuldades extremamente variadas.
• Personagens carismáticos.
• Excelente dublagem.

• Game legendado em Português-Brasileiro.
• Foco nos combos deixam o jogo muito mais divertido.
• Enredo melhor trabalhado em relação ao Devil May Cry original.

Pontos Negativos
• Loadings demorados.

• Quedas drásticas de FPS.

DmC: Devil May Cry
 
é um jogo de Hack 'n' Slash, Ação e Plataforma produzido pela Ninja Theory e publicado pela Capcom, lançado dia 15 de Janeiro de 2013 para PS3 e Xbox360 e 25 de Janeiro para PC. O game é um reboot da série oriental de quatro jogos da Capcom, Devil May Cry.

Mundus, **ck You!

Novo Dante. Protagonista do game.
DmC: Devil May Cry é o primeiro Devil May Cry produzido no ocidente e por uma empresa diferente da Capcom, onde a mesma, apenas supervisou o game, não deixando a inglesa Ninja Theory fugir do conceito Hack 'n' Slash e dos frenéticos combates clássicos da série. No novo game, o protagonista Dante é um Nephilim, uma raça extinta, fruto do amor entre um Demônio e um Anjo, diferente do Dante oriental que era meio humano, meio demônio. Dante tem como estilo de vida "tô nem aí pra nada", sendo seu maior prazer passar noites em boates lotadas com músicas altas, e levar mulheres pra casa enquanto fala palavrões combinando perfeitamente com o mundo do game, onde pessoas são manipuladas pela mídia (na internet, existe uma organização que luta contra isso chamada "A Ordem"), por marcas e por pessoas famosas cada vez sendo mais escravizadas pelos demônios. Desde que se tem lembranças, Dante é perseguido por demônios em todas as partes sempre se defendendo com suas principais armas, a espada Rebelion e as pistolas Ebony e Ivory.  Em um dia comum em sua vida uma garota chama Kat aparece na porta do trailer onde Dante vive e diz a ele "Você foi descuidado, você deixou um rastro" e sem tempo para mais conversa, um demônio gigante chamado "Caçador" (ou "Hunter") arrasta o protagonista para o Limbo, uma espécie de realidade alternativa, um reflexo do mundo real destorcido pelos demônios, que lá vivem. Depois de um tempo Kat explica a Dante que ela tem poderes psíquicos por isso pode manter contado com ele, mesmo estando no mundo real e Dante no Limbo. Após uma batalha com o Caçador (Hunter), Dante escapa do Limbo e é levado ao chefe de Kat, na organização a qual ela pertence, A Ordem. Lá, Dante descobre que o chefe d'A Ordem é seu irmão gêmeo Vergil o qual ele desconhecia até o momento.
Dante diz a Vergil ter perdido a memória aos sete anos de idade, vítima de meningite mas é interrompido  por Vergil, "Dante! Meningite é uma doença humana e você não é um humano. Você é um Nephilim. Fruto do amor entre Anjos e Demônios; os demônios apagaram sua memória, Mundus, o pior deles o mais poderoso e imundo, Mundus matou nossa mãe Anjo, Eva, e condenou nosso pai Sparda a tortura eterna, Mundus nos caça e quer nos destruir. Nós Nephilins, podemos lutar contra Anjos e Demônios, nós somos superiores. Apenas nós podemos salvar a humanidade, nós dois. Eu preciso de sua ajuda". Dante agora tem um novo objetivo: Buscar respostas, saber de si mesmo e destruir Mundus em vingança pelo assassinato de seus pais, e por fazer sua vida ser desconhecida por si mesmo até o momento. Esse então é o enredo introdução ao game, juntando Devil May Cry 1, 2 e 3 em uma nova história mais simples e melhor trabalhada, dando mais um grande ponto positivo para o game. Se você procura saber mais dos primeiros Devil May Cry, em uma história reformulada e melhor contada DmC: Devil May Cry irá lhe agradar no quesito Enredo, sem contar que tudo está legendado em Português-Brasileiro, característica padrão dos últimos títulos da Capcom.

Anjos e Demônios

A série Devil May Cry é considerada pai dos Hack 'n' Slash modernos, sendo inspiração para grandiosas franquias de sucesso do gênero. Os dois primeiros games foram um sucesso de exclusividade para o PlayStation 2, dando espaço para mais um game, o qual segundo a maioria dos fãs, o melhor da série: Devil May Cry 3: Dante's Awakening, seguido por Devil May Cry 4 para PC, PS3 e X360. Muito especulava-se sobre uma continuação da série, um possível Devil May Cry 5 até a Tokyo Game Show de 2010 onde a Capcom anunciou o game. Antes mesmo de qualquer demonstração ou coisa do tipo, os fãs da série após verem a gameplay inicial do game já o detestaram: Aquilo não era um DMC 5, mas sim um reboot da série. Mas até aqui nada é novidade. Todos sabemos do ódio dos fãs mais saudosistas pelo game, ou seja, vamos falar de DmC e deixar os haters para depois. Se você quer um resumo de tudo que falaremos na análise: DmC: Devil May Cry é incrível e fim. 
O game mantém a essência clássica da série, ou seja, nele você você fatia inimigos usando a espada Rebelion, ou os explode devido ao excesso de tiros das pistolas Ebony e Ivory contando com duas poderosas novas armas vindo dos anjos e demônios: Arbiter e Osiris.
Devil Trigger, o poder demoníaco de Dante.





















Arbiter, é um grande e poderoso machado na cor vermelha, marcante dos seres sombrios do limbo enquanto Osiris é uma foice angelical leve capaz de ferir diversos inimigos de uma vez. Além delas você conta com os dois ophions (ganchos/chicotes) correspondentes a elas no qual com Arbiter você puxa demônios até Dante e com Osisris você vai até eles. Mas por que estamos citando as armas em uma análise? Simplesmente por que esse é o principal motivo para que DmC seja um game incrível: As centenas de combinações disponível usando todo o arsenal. Você ainda não está convencido? Um exemplo: Puxe um inimigo até você e faça o principal combo da Rebelion, depois o jogo para o ar e vá até ele com o ophion de anjo e destroce com Osiris e antes que ele caia dê um golpe certeiro com Arbiter, puxe-o novamente para o ar desça e o exploda com Ebony e Ivory. Se ainda não conseguiu acabar com o inimigo é simples: Ative o Devil Trigger o clássico poder demoníaco de Dante onde tudo se torna lento e extasiado pelo imenso poder vindo dele onde, ironicamente  o progonista toma o visual do clássico Dante com cabelos prateados e vestes vermelhas. Tudo está mais divertido no novo game, já que além dos combos já citados vários vezes, temos ainda um maior foco nos ataques aéreos do game sem contar com a linda ambientação na qual falaremos em seguida.

Ambientação fantástica e Artes Conceituais

Praticamente todo o gameplay de DmC: Devil May Cry se passa no Limbo, já que no mundo humano não podemos fazer nada mais do que andar e realizar poucas ações em determinados momentos da história. O que deixa tudo mais bonito é a transformação do mundo real em Limbo, acontecendo diante dos seus olhos, assim como se fosse em tempo real, onde tudo fica destorcido e destruído, cada bloco se desintegrando e se ajeitando em um outro lugar formando assim um novo cenário cheio de demônios e coletáveis a serem pegos, e locais secretos a serem explorados.
Artwork mostrando o cenário da primeira missão do game.

Passamos por cidades, mansões, fábricas, galpões sujos, pontes de metal, igrejas, prédios modernos entre outros cenários todos repletados de demônios e desafios. O mais legal ainda é que ao matar determinado número de demônios, ou ao usar "x" vezes aquela arma você desbloqueia artes conceituais (artworks) dos cenários, inimigos, armas e personagens, te fazendo entender toda a magia daquele local, tudo aquilo que o game te quer passar com aquelas palavras escritas grosseiramente nas paredes pela qual Dante passa ao lado.

Variedade de inimigos e Bosses memoráveis

A variedade de inimigos em DmC é absurda. Além de termos inimigos de vários tipos, aparecendo em cenários e momentos que realmente combinam com eles cada demônio o qual Dante enfrenta tem uma breve apresentação. Você está explorando um cenário quando a animação do chão se destruindo e algo emergindo dele acontece a tela congela no rosto do novo demônio e seu nome aparece no canto inferior esquerdo da tela, inclusive com bosses. Um sistema parecido acontece com novas habilidades ou armas, mostrando o nome da skill/weapon, uma breve descrição e uma pequena lista de comandos, facilitando assim os futuros combos com a mesma.
Os 6 bosses apresentados do game podem não ser os mais memoráveis da série mas sempre que falado em Devil May Cry certamente um deles virá a sua cabeça. Sem dúvidas o mais lembrado é mal-criado Succubus. O boss (que também apareceu na demonstração do game) tem uma excelente dublagem, ataques, personalidade e trilha sonora assim como todos os outros chefões. Os bosses do game são grandes, poderoso e realmente passam a ideia de poder. É claro que o novo velho protagonista não sente o mínimo de medo e até conversa com eles sempre falando palavrões e dando demonstrações do que é ser sarcástico e irônico., e é claro que ao derrotá-los Dante também adquire novas armas, como já é clássico da série.

Upgrades, Itens e Classificação dos Combos

Os itens de DmC: Devil May Cry são os clássicos da série. Orbes vermelhas, roxas, brancas e verdes juntamente com as Gold Orbes estão em peso no game podendo ser adquridas pela loja de itens (pontos específicos em certos momentos das missões), ou simplesmente matando demônio. Também temos na loja Estrelas de Vida pequenas e grandes, Estrelas Devil Trigger nos mesmos tamanhos e por último Cruz de Vida ou Cruz Devil Trigger, onde cada uma delas aumenta em 20% a Energia total de Dante ou o poder demoníaco do mesmo.

Upgrade que pode ser adquirido com Orbes Brancas.



















Além disso também temos as melhorias ou upgrades, funções das Orbes brancas. Elas servem basicamente como XP onde ao matar determinado número de demônios e cumprir tarefas como não levar dando ou matar todos em 30 segundos as Orbes brancas são dropadas em maior quantidade aumentando uma barra até ela encher e ficar piscando como "Melhoria!". Você entra então na loja e adquire qualquer melhoria que quiser e esteja disponível, pelo preço de uma barra de Orbes brancas. As classificações em "pontos de estilo" contiuam também padrão em D, C, B, A, S, SS e SSS onde a variedade é a peça chave para uma nova classificação. A interface da mesma também ficou mais limpa, onde antes uma pequena barra mostrava seu progresso para a próxima letra e agora a letra vai "carregando" como se fosse uma barra vertical com um desing bem arrojado deixando mais um ponto positivo pro visual do game. Além de tudo o modo treinamento ou tutorial pode ser acessado a qualquer momento, juntamente com a lista de movimentos deixando tudo mais fácil. 

Missões Secretas, Coletáveis e dificuldades


A maioria das 20 missões do game possuí portas secretas que só podem ser abertas com chaves específicas, dividindo em Cobre, Prata Ouro e Marfim. Nem sempre a chave que abre aquela porta está disponível naquela missão, ou seja, as vezes você pega chaves em determinadas missões para abrir outras portas bem mais pra frente. As missões secretas são divertidíssimas e se totalizam em 21. Nela você tem diversos desafios como: "Mate todos os inimigos usando apenas armas demoníacas em 60 segundos" ou "Inimigos só levam dano de outros inimigos" e até mesmo "Inimigos só sofrem dano no ar", o que motiva a procurar as chaves e jogar as missões mais de uma vez, apenas para encontrar as portas e as chaves.

Em Hell and Hell Dante morre com um hit.




















Também temos o padrão "colete 100 alguma coisa", mas nesse caso são apenas 80, as Almas Perdidas. Coletá-las ou não te rende apenas Conquistas/Troféus e obviamente progresso para concluir 100% do game. A dificuldade do game também é a clássica dos games orientas, alterando-se em quase nada sendo dividida em Humano, Devil Hunter, Nephilim, Son of Sparda, Dante must die!, Heaven or Hell e Hell and Hell. Para desbloquear cada uma delas é preciso fechar o game em uma anterior a bloqueada. Em Heaven or Hell todos os inimigos e Dante morrem com apenas um hit, e em Hell and Hell os inimigos tem a vida normal mas Dante ainda morre com apenas um hit. Um verdadeiro desafio aos amantes do game.


Simplesmente, uma trilha sonora incrível com uma excelente dublagem


A trilha sonora em DmC segue com muito rock e um instrumental pesado, aparecendo apenas em cenas de batalha contra demônios e boss battle. Durante a exploração tudo é calmo e silencioso o que é bastante vantajoso, já que coletáveis como Almas Perdidas fazem um barulho bem abafado assim no silêncio sendo mais fácil localiza-las. A trilha sonora do game foi tão aplaudida que rapidamente foi comercializada na internet, e até mesmo disponibilizada gratuitamente para se ouvir online. DmC ganhou vários trailers com músicas que acabaram entrando na cabeça do jogador, inclusive com bandas famosos como por exemplo a banda japonesa One Rock Ok, como pode ser visto no trailer abaixo.

A dublagem do game combina totalmente com os personagens, as vozes combinam com os rostos e tudo é de uma excelente qualidade. Vergil mantém seu tom calmo e com ar de superioridade assim como Mundus, enquanto Dante tem a voz descolada e um ar irônico e bosses simplesmente berram e as vezes falam coisas sem nexo.

Bloody Palace


Bloody Palace também está presente mas merece apenas uma citação já que chegará apenas dia 19/20 de Fevereiro, mais de um mês após o lançamento do game. O esquema é o mesmo: 100 desafios diferentes pra você cumprir após terminar o modo história.

Recepção dos Fãs e DLCs


A recepção dos fãs da série Devil May Cry desde o princípio foi negativa. Como já citado anteriormente, desde a Tokyo Game Show de 2010 onde o game foi anunciado, várias correntes na internet já criticavam o personagem e faziam comparação do tipo "Vamos jogar Mario sem o Mario". O número de haters que o game ganhou com uma simples demonstração foi incrível e as únicas palavras ditas nos comentários dos vídeos que mostravam a alteração da aparência de Dante eram "lixo", "horrível", "não comprem jogo péssimo", e etc. Até que em Novembro de 2012 cerca de um mês e meio antes do lançamento do game a Capcom lançou uma demo pública na PSN e Xbox Live. 90% dos haters sumiram e começaram a aplaudir o jogo dizendo que DmC ainda era Devil May Cry e até algumas pessoas dizendo que preferia o novo Dante em relação ao antigo.
Skin "Clássico Dante". Um DLC pago.


















Porém, nem tudo saiu como planejado já que a Capcom é famosa por adicionar muitos DLCs aos games que produz/publica, e as críticas ao game em si começaram a surgir junto com mais reclamações da aparência do protagonista. Bloody Palace chegaria depois, o arco de Vergil seria um DLC pago, havia vários DLCs Skins 
(no game você pode mudar não só o visual de Dante mas também de diversas armas, caso compre a skin desejada. Não há skins gratuitas ou desbloqueáveis para armas) de pré-compra ao redor do mundo, sem contar as possíveis futuras expansões para o título. Após o lançamento do game a expectativa de vendas do título foi reduzida para 1,2 Milhões, onde a expectativa original era de 2 Milhões. Um tempo depois do lançamento a Capcom anunciou o primeiro pacote de Skins para o game onde uma delas trazia o visual do Clássico Dante. A revolta dos fãs por parte do abuso da empresa foi grande, mas nada que durasse por muito tempo.


Recepção da Crítica e Problemas


DmC: Devil May Cry foi avaliado de forma positiva pela maioria da crítica especializada, rendendo até mesmo um trailer focado nas positivas críticas recebidas. Sites internacionais deram notas acima de 8, chegando até a mesmo a 9,5 deixando bem claro que o título é excelente por completo. Ainda que pudesse parecer perfeito DmC tem seus problemas. O principal deles é a falta de um botão de Lock-On, ou seja, um botão que travasse a mira. O que mais irrita e deixa o gameplay frustrante é quando você está embalado na excelente trilha sonora do game e de olho na sua classificação SS, e ao tentar atirar em um inimigo que vai atacá-lo do seu lado, Dante simplesmente atira em um inimigo que você ainda nem tinha percebido a presença. Resultado: Você leva um golpe e quebra todo seu futuro combo SSS juntamente com a imersão daquele combate. 
A falta do botão de Lock-On não é o único problema. Também temos algumas falhas nos controles como por exemplo, ao usar os ophions e após segurar os gatilhos (no caso dos consoles), se não apertarmos o botão de ação com força Dante simplesmente ignora o caminho a seguir e cai em um abismo. Além de perder HP se você estiver jogando em dificuldades avançadas como Heaven and Hell ou Hell and Hell você simplesmente morre e tem baixa ao concluir a missão e receber um rank. Fora isso ainda temos as constantes quedas de FPS, onde o jogo simples fica travando passando a impressão de que o disco está com problemas ou riscado quando não é nada disso, o problema é no game mesmo.

Conclusão

DmC: Devil May Cry é um grandioso lançamento já no início do ano que com pouquíssimos defeitos, ganhou muitos haters, pelo visual do novo Dante ou por não aceitarem o reinício da série. Pra você que está em dúvida se deve ou não comprar DmC, responda a uma única pergunta para si mesmo: Você gosta de Hack 'n' Slash ao som de muito rock enquanto fatia demônios em belíssimos combos em cenários incríveis? Sim? DmC: Devil May Cry é um jogo pra você.


Gráfico ++

Som +++
Jogabilidade +++
Diversão +++
Avaliação Final: +++
Avaliação máxima: +++
Análise feita por Jhonn Willian.
O Game foi jogado na versão Xbox360.